sábado, 7 de agosto de 2010

A PARADA

- E aí?
- Na pilha!
- É...
- É?
- De boa?
- Branquíssima.
- Queria provar.
- Vai, sente a parada

Esmagados brancos comprimidos - a faca. Arrepio. Pó dissolvido n’água, leitoso fluido ácido (injetei), queimando tecidos em formação. Nó na parada. Espirais metálicos gritos aquáticos. Cordão de afeto rompido, córregos na carne. Arranquei braços já dilacerados pelo amargo. Levados em íntima doçura, dedos e unhas, sem gritos, sem vida. Citoteque.

Danilo Machado

3 comentários:

  1. Que profundo!!!! Saudades de vc... Eu ilhada entre livros e arboredos existenciais... Sinto que a virada é agora...

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